sábado, 27 de junho de 2015

SESI PERDE MAS SE CLASSIFICA PARA PRÓXIMA FASE DO MINEIRO.

Neste sábado(27), teve continuidade o campeonato mineiro de futsal, categoria sub 13.
O Sesi de São João Nepomuceno voltou a quadra para enfrentar a forte equipe do Sesi de Juiz de Fora.
A equipe comandada pelos competentes Bahia e Marcelinho Honório não conseguiu superar o bom time do Sesi de Juiz de Fora.
No vídeo abaixo você verá que até os primeiros 8 minutos da primeira etapa parecia que São João conseguiria impor seu futebol. Fez 1 a 0 com Luís Gustavo e tinha o controle da partida. Mais Ivan, técnico do Sesi Juiz de Fora, promoveu a entrada de Mateus Silva que mudou a história do jogo. Mateus deu mais movimentação na parte ofensiva e também na criação das jogados. Aos 10 minutos, Gabriel empatou através de cobrança de penalidade máxima. Não demorou para Igor virar o placar fazendo 2 a 1 para Juiz de Fora. Antes do término da primeira etapa, o ótimo Mateus Silva ampliou para 3 a 1.
Veio a segunda etapa e o panorama não mudou. Sem poder de reação o Sesi de São João viu Mateus Silva ampliar para 4 a 1.
O Camisa 11, em jogada de categoria, tirou o goleiro Bochecha da jogada e fez um belo gol. Bahia e Marcelinho, acreditando que a equipe pudesse reagir, promoveram algumas mudanças. Entraram Pedro e Gustavo Paulino mais, num primeiro momento, não surtiu efeito. O Sesi São João viu o seu xará aumentar o placar com Gabriel em cobrança de mais um pênalti. A esta altura, já desorganizado e desanimado em quadra, os atletas do Sesi São João estavam sem poder de reação.
Aproveitando eesta situação, o Sesi Juiz de Fora aumentou para 6 a 1 através de Israel.
Luís Gustavo diminuiu para 2 a 6 após toque da Arthur em cobrança de falta.
Peço desculpas por ter pedido o gol mais bonito da partida. Gustavo Paulino, em jogada individual, girou por cima da bola livrou-se de dois marcadores fez um lindo gol.
Final Sesi SJN 3 x 6 Sesi Juiz de Fora.
Sesi São João Nepomuceno começou a partida com Buchecha no gol; Gustavo, Rodrigo, Mateus e Arthur. Também fizeram parte do grupo Gustavo Telson, Luís Gustavo, Pedro, Léo, Guilherme, Debortoli, João Lucas e Gustavo Paulino.Técnicos: Bahia e Marcelinho.
Sesi Juiz de Fora comandado pelo competente Ivan iniciou o jogo com Lucas no gol; Gabriel, Emanuel, Igor e Vinícius. O grupo foi formando ainda pelos atletas Guilherme Silva, Guilhrme Campos, Luís Felipe, Mateus, Leonardo, Mateus Silva, Welerson e Israel. Técnico: Ivan.
Ambas as equipes estão classificas para segunda fase do campeonato mineiro de futsal, categoria sub 13.

                               

Nos próximos dias sairá a tabela com os classificados nos outros grupos.

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser.

ELIAS "LALÚCIO" AYUPE NASSIF

Elias”Lalúcio”Nassif foi um dos grandes nomes do futebol de São João. Conhecido em toda região pelos potentes chutes de direita e por comandar o, quase imbatível, União de Roça Grande. Pai de cinco craques de futebol, Toni, Zeca, Marco e Eduardo no futebol masculino e Sarah no feminino, Lalúcio nasceu em 19 de junho de 1938 e faleceu em 09 de outubro de 2013. Com a ajuda de Eduardo Ayupe, seu filho e meu amigo/irmão, fiz entrevista com o Lau no ano de 2011. O material dá para escrever um livro, mas, vou tentar sintetizar nesta coluna.
          “Eu comecei no Mangueira. Naquele tempo, meu pai não deixava a gente sair de casa. Mas o Bolote ficou sabendo que eu era um bom jogador e veio em Roça Grande conversar com meu pai. Com você o menino pode ir! Disse meu pai ao Bolote. Fiquei pouco tempo no Mangueira. Minhas coisas somiam no vestiário e eu não gostava daquilo. Logo em seguida fui para o Operário(1955, com 16 para 17 anos). Joguei com Jair Paraíso, Tuca, Shimith, Deacir, Gute, Gregório, Tininho... Minha estreia foi contra um time de Juiz de Fora. No time deles tinha um jogador que jogava muita bola; Maradona “purim”. Só no primeiro tempo ele fez dois gols. Tinha chovido muito e o campo do Operário não tinha um fiapo de grama. Eu dei uma entrada nele e saímos rolando no barro. Isso o amedrontou, fazendo com que se escondesse no jogo. Depois deu umas faltas contra o time deles e o Schimith foi bater. O Schimith botava a bola onde queria. Mas com aquela chuva não teve jeito. A bola estava muito pesada. Ele cobrou e a bola nem chegou no gol. Como eu já era autoritário desde moleque falei: na próxima falta eu que vou bater. Eu fiz dois gols e empatei o jogo. A bola saía até voando, pois, eu tinha muita força na perna. Depois nós ainda viramos o jogo.
            Em 1956, fui para o Botafogo e lá fiquei por 10 anos. Em 62, teve um jogo inesquecível contra o  Mangueira. Segundo tempo, 44 minutos, bola na área do Botafogo. Eu protegi para saída do goleiro Ratinho(Onei). Ao invés dele pegar a bola ele pegou a perna do atacante. O juiz, “peitudo”, marcou pênalti. O Ratinho começou chorar. Aí, eu peguei e esfreguei a cara dele na poeira e falei: Levanta rapaz! Ainda dá tempo da gente empatar. Parecia que eu estava adivinhando. Eles fizeram 1 a 0 e na nova saída de bola eu falei com o companheiro: toca pra mim que eu vou lá dentro do gol com essa bola. Veio dois em mim. Eu dei uma pregada em um, mas o juiz deu falta a nosso favor. A falta foi uns 5 metros além da linha do meio campo e o Quirino pediu 10 na barreira. Esse dia eu enganei ele. Fiz que ia chutar forte e peguei por baixo da bola. Ela entrou lá no ângulo. Dez na barreira rapaz; como é que eu ia bater forte? Eu bati de curva e o Quirino caiu lá dentro do gol com bola e tudo. O torcedor do Mangueira quebrou o alambrado e invadiu o campo. Era uma rivalidade danada rapaz.
 Paulo Onofre, Alfeu, ZeéHeleno, Adauto Maia, Zé Acrisio, Lalúcio e Marialva. 
Agachados:  Floretinho, Emílio Vitói, Colero, Guará e José Júlio
           
No ano de 1973, fui campeão com o União de Roça Grande no primeiro campeonato organizado pela Liga de Futebol de São João.
Antes do campeonato teve uma reunião no Mangueira mas o pessoal não queria que o União entrasse na competição. “Todo mundo vai querer jogar para o time do Lalúcio!” Eles falavam. Aí eu disse: vocês escolhem os jogadores e o que sobrar é meu. Olha o resto que eles deixaram: Quirino, Messias Pilão, Duda, Carlinhos“babado”, Wanderlei do Zé Descoberto, Tista, e por aí vai.
A decisão foi contra o Descoberto Futebol Clube. O campo do Botafogo estava lotado. Não cabia mais ninguém. Foi um jogão. Nós ganhamos de 1 x 0, gol do Tista. A bola foi cruzada na área, o Tista passou pela bola mais, de calcanhar, ele conseguiu tocar na bola para o fundo do gol. Golaço!
 Guará,  Quirino, Lalúcio, José Marcelo, Ribita e Cacau.
Bimba, Alsimar, Arruda, Tim, Leocir Fam, Ervando, Messias Pilão, ,Nenzinho Salim.
Agachados: Carlinhos Babado, Nenzinho Tereza, Duda, Tista, Delei, Bicas e Lalúcio.

            TONI : O meu filho Toni era igual esse Falcão do futsal. Ele fazia o que queria com a bola. Quando tinha uns 15 para 16 anos, jogando contra um time bom aí do Marquinho da SEG, ele chegou lá no botequim e falou: Pai eu vou lá no campo fazer 5 gols no time da SEG. Daqui a pouco eu to aí. Daí “muncadinho” ele chegou e eu falei: Ô Toni, você não vai jogar? Ele respondeu: Ô Pai, eu já fiz os 5 gols. Ô moleque danado sô! Ele pegava a bola e ninguém tomava. Era muito inteligente. Nasceu para aquilo.
No Vasco treinei junto com o Belini, Otum, Walter, Valfrido, Pinga, Vavá, Wilson Moreira... Eu treinava muito e, às vezes, dava aquele chutão para impressionar. Jogava a bola lá na piscina de São Januário. Fiquei no Vasco 8 meses, mas, só joguei amistoso.
           “CAUSO” :  Eu sempre contei pra  Sarah, minha filha, que isso que o Higuita fez de deixar a bola passar e puxar com o pé, eu já fazia a muito tempo. Ela estava num bar lá em Juiz de Fora e passou o lance na televisão. Um senhor que estava atrás dela comentou: Eu já vi um homem fazer isso aí lá de Bicas! Aí a Sarah interessou e perguntou: Quem é esse homem lá de Bicas? O senhor respondeu: o Lalúcio. A Sarah ficou numa alegria e quando encontrou comigo me disse: Agora eu acredito no senhor.”
Lalúcio, Teleco, Grande, Grillo, Chuchu, Elmo e Zé Dalmo. 
Eduardo Ayupe, Toni, Zeca, Marco Ayupe e Toninho Tereza

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

domingo, 21 de junho de 2015

WELINGTON FAJARDO – UM FLASH BACK DE SUA CARREIRA EM ENTREVISTA EXCLUSIVA.

Detalhe: clique nas fotos para ampliá-las.
Wellington Tavares Fajardo( Etinho) é filho de Welington Miranda Fajardo(o Guarda) e Marilis Tavares Fajardo. Casado com Ivelise Henriques Fajardo e pai de Vítor e Lucas Henriques Tavares Fajardo, Etinho é natural de Leopoldina-MG, mas já recebeu título de Cidadão Saojoanense. Em São João passou sua infância atuando nas categorias de base do Botafogo e Mangueira.
Morei em São João até meus 16 anos e joguei no Mangueira e Botafogo. Mas, não posso deixar de ressaltar que minha iniciação esportiva foi no Instituto Barroso onde havia muito incentivo a prática esportiva de todas as modalidades. Inclusive futebol onde tive oportunidade de atuar várias vezes.”
 Nesta época, antes das partidas, qual atacante “tirava-lhe o sono” ?
- Eram muitos atletas de excelente qualidade técnica. Difícil destacar um, mas posso mencionar o Carrada, Deuver, Carlinhos Rocha, Bolotinha, Bengó e tantos outros que peço desculpas por não citar, senão ficaria só nessa pergunta...
Ainda em São João, uma partida que ficou marcada em sua memória?
- Por incrível que pareça, o jogo que ficou marcado na minha memória foi entre Instituto Barroso e Augusto Glória. Eu defendia o Instituto Barroso e a partida terminou empatada em 2 a 2. Fomos para os pênaltis e eu peguei o último que deu o título do torneio ao Instituto Barroso. Fui cumprimentado dentro de campo pelo Sr Ubi Barroso, por quem tínhamos respeito e admiração. Foi um momento de muita emoção.
De pé: Buzina, Pedro, Joaquim, Júlio Macu, Antônio Carlos Albertoni, Bolinha, Etinho, Valmir Pilão, Dé, Serginho, Maurício e Juarez.
Agachados: Marquinho do Cid, Eduardo “pega vivo”, +Carlinhos Rocha, Bacalhau, Eduardinho, Barriquinha, Carioca, Pimentinha e Bolotinha.
São João para Belo Horizonte, como foi esta transição? Em que ano foi; quem te levou e pra qual equipe?
- Foi em Fevereiro de 1978 através do José Américo Campos, conselheiro do América Mineiro. Fiz um período de teste e fui aprovado, retornando dia 05 de Março de 1978 como jogador da equipe sub 17 do América. Não é fácil você largar família, amigos e a cidade onde foi criado. Mas minha determinação era tanta que essa transição foi tranquila, pois tive o apoio do meu pai e minha mãe que sabiam do meu sonho de me tornar um atleta de futebol profissional.
Nas categorias de base do América, em qual momento ( ou depois de qual temporada ) você sentiu que a chance de se tornar um jogador do futebol profissional estava próxima?
- Tudo é muito difícil, e eu naquela fase de categoria de base já agia como profissional, tanto dentro quanto fora de campo. Tentava aproveitar todas as oportunidades com muito empenho em qualquer chance que tinha de mostrar meu futebol, mas teve um jogo da equipe sub 20 do América contra o Cruzeiro no Mineirão, preliminar de um clássico, e eu fui escalado como titular mesmo com 17 anos. Ganhamos o clássico de 1 x 0, eu fiz uma boa partida numa categoria acima da minha. Acredito que a partir daí as portas do clube foram se abrindo. Também teve uma convocação para a seleção mineira sub 20 que foi dando crédito para os diretores me observarem com mais atenção.
Em que ano fez a primeira partida no “time de cima” do América? E quando assinou seu primeiro contrato como jogador profissional?
- Em 1979, eu ainda era juniores e estava na reserva do profissional quando o goleiro Hélio machucou e eu tive que entrar no intervalo. O jogo foi contra o Guarani de Divinópolis pelo Campeonato Mineiro. Assinei meu primeiro contrato profissional em março de 1981 e atuei como profissional pelo América até julho de 1986 quando o Cruzeiro comprou meu passe. No total, entre categoria de base e profissional, defendi o América por 9 anos. Como profissional, defendi o clube por 158 jogos.
Receber o Troféu Guará no ano de 1985 (título concedido ao melhor goleiro do certame), “superando” os já consagrados João Leite do Atlético e Luís Antônio do Cruzeiro, foi o momento mais marcante em toda sua carreira?
- Foi até aquele momento da minha carreira o momento mais importante. Principalmente por ter como concorrentes os goleiros acima citados, principalmente o João Leite que já vinha sendo convocado para a seleção brasileira daquela época.
RECEBENDO O TROFEU GUARÁ
8 - Em que ano você chegou ao Cruzeiro, quais campeonatos disputou, quantos títulos conquistou e quantas atuações com a camisa celeste?
- Cheguei em Julho de 1986 e joguei pelo Cruzeiro exatos 80 jogos. Sou o 15º goleiro que mais jogou com a camisa do Cruzeiro dos 90 goleiros que passaram pelo clube. Pode parecer pouco, mas atuar por um gigante do futebol brasileiro, onde a cobrança é muito grande não foi fácil. Principalmente numa época que marcou a transição vitoriosa do Cruzeiro, já que no final dos anos 80 e a partir dos anos 90 foi que o clube superou, em muito, as conquistas do seu principal rival que é o Atlético. Ganhamos o Campeonato Mineiro em 1987, também, em 1986 e 1988, fizemos excursões pela Europa onde fomos campeões de vários torneios importantes, colocando o Cruzeiro novamente em evidência naquele continente. Além de termos em 1988 sido vice-campeões da 1º Supercopa da Libertadores da América perdendo para o Racing da Argentina na final. Chegamos também nas Semifinais do Campeonato Brasileiro de 1987 perdendo para o Internacional que depois perderia o título para o Flamengo.
“ Hoje foi meu dia ! ” No futebol profissional, qual partida você terminou com este sentimento?
- Sem dúvida foi a partida de ida da semifinal da Supercopa da Libertadores em 1988 contra o Nacional de Montevidéu. Apesar da derrota, ganhamos no jogo de                                                                                                                                    volta no Mineirão e fomos a final.
A competição Super Copa dos Campeões das Libertadores em 1988 foi a mais importante de sua carreira? Fale um pouco deste torneio.
- Foi sim, principalmente por aquela competição só contar com as equipes que já tinham sido campeões da Libertadores até aquela data. Portanto, somente times tradicionais e importantes da América do Sul. Ganhei a condição de titular no segundo jogo contra o Independiente da  Argentina e mantive até a final. Aquele foi um grupo que merecia o título, pois, tínhamos o Careca na Seleção Brasileira em grande fase. Mas pegamos na final um Racing que possuía um grande time. O goleiro Ubaldo Fillol, o zagueiro Oscar Ruggeri da seleção Argentina, Mendonza ponta esquerda da Seleção Paraguaia e Rubens Paz da seleção Chilena. Mas no fundo, apesar de tudo, fica a decepção de termos chegado tão próximo e não conseguirmos o título de campeão.
Você jogou contra o atacante Reinaldo? Ele foi o mais talentoso entre todos os enfrentados?
- Joguei muito contra o Reinaldo, tanto defendendo o América quanto o Cruzeiro. Mas foi uma época difícil para os goleiros mineiros já que também no Atlético tinha grandes chutadores como Éder e Nelinho. Destaco, também, Evérton e o Zenon, que não tinham tanta fama mas foram excelente jogadores.
De pé: Ademar, Balu, João Batista, Geraldão, Wellington e Andrade.
Agachados: Robson, Douglas, Eduardo, Ernani e Edson 2
“ São João um celeiro de craques de futebol.” No mesmo período que você esteve no Cruzeiro, o Adil, Zé Luiz e Kilin também estavam lá. Antes, Piorra e Claudinho Manzo atuaram nas equipes da base. Na sua opinião, o que mudou para os dias atuais onde não conseguimos mais esta façanha? Foi a safra?
- Não é só a safra. Muita coisa mudou, principalmente, no futebol que se joga hoje. Nesta época em que você citou o jogador que não tinha técnica apurada passava vergonha, pois o nível era muito alto. Hoje é diferente, se destaca o jogador que tem boa condição física, inteligência tática e intensidade de jogo. Também, tem muita diferença no sentido extra campo. Imagina bem: naquela época fui levado por um conselheiro do clube para fazer teste e minha transferência do América para o Cruzeiro foi feita de presidente para presidente. Coisa inimaginável nos dias de hoje. O futebol atual está cheio de pessoas que entendem de negócio e não do jogo propriamente dito. Embora estando num país democrático e livre que todos têm os mesmos direitos, mas a interferência dos agentes, empresários e procuradores de atletas modificaram muito as avaliações de quem é bom, médio e ruim. Na minha opinião, no futebol atual, nem sempre jogam os melhores jogadores e o mesmo acontece com os treinadores. Os interesses comerciais estão acima do jogo; situação que eu discordo totalmente e tenho tido problemas na minha carreira como treinador por fazer sempre prevalecer à qualidade técnica e física do atleta. Enfim, vou continuar fazendo a minha parte no que acho correto e esperando que um dia as coisas mudem nesse sentido.
Depois do Cruzeiro, quais equipes você defendeu até o encerramento da carreira?
- Villa Nova GO, São José SP, América SP, Villa Nova MG e já no final da carreira terminei jogando em outros times do interior de MG.
JUNTO DE SUA COMISSÃO TÉCNICA - TUPI 2008
Quando apareceu a primeira oportunidade para iniciar a carreira de treinador de futebol?
- Eu comecei como treinador em 2001 no Tupi, mas fiz algo diferente depois de ter passado por outras equipes. Decidi que era hora de agregar valores ao meu currículo, já que era apenas um ex atleta de futebol treinando equipes. Em 2005 iniciei o curso de Educação Física na Universidade Salgado de Oliveira e me formei em 2008. Neste mesmo ano voltei a trabalhar no Tupi e fomos Campeões da Taça Minas Gerais vencendo o América na final. O mundo do futebol não se importa muito com a qualificação dos seus treinadores, e sim o que é mais conveniente. Mesmo sendo ex atleta, tendo trabalhado com vários treinadores de renome nacional e ainda tendo uma formação acadêmica, esperava que pudesse dar um salto de qualidade na minha carreira; mas não houve mudança.  O mercado do futebol não se importa com a formação de seus treinadores.
Até aqui, quais equipes já comandou e qual o momento mais importante nesta nova função?
- Tupi 4 vezes, Uberlândia 5 vezes, Democrata 2 vezes, Villa Nova 2 vezes, Sobradinho e Francana. O título da Taça Minas Gerais foi um marco pra mim e para o Tupi, pois até então foi o primeiro título do clube na primeira divisão. Mas ter conseguido tirar o Uberlândia do rebaixamento em 2009, pegando a equipe com zero ponto na quarta rodada e ainda classificando para a série D, foi muito importante. Este ano também, foi bom, pois classificamos o Villa Nova para a Copa do Brasil de 2016 e Campeonato Brasileiro da série D de 2015.

 16 - É um sucesso a Escola de Futebol Welington Fajardo. Fale deste projeto.
- Foi um projeto iniciado em 2010 pelo meu filho Lucas Fajardo e eu o auxiliando. Começamos com muita dificuldade e hoje o projeto se expandiu, se tornando altamente social, dando oportunidade há várias crianças que não tinham. Temos como lema: “Ensinando mais do que jogar futebol”. Pois, nem todos poderão se tornar atletas de alto nível, mas a formação do cidadão é a nossa prioridade.

AMÉRICA-MG - CACAU, JOÃO BATISTA, ERALDO, GERALDO, RENATO e WELLINGTON.
ADILSON, MARQUINHOS, IDEVALDO, PALHINHA e ALMIR.

VÍDEOS



Obrigado ao amigo Etinho pela brilhante entrevista.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser.



segunda-feira, 15 de junho de 2015

ZÉ LUIZ : TÉCNICA, HABILIDADE e ELEGÂNCIA NO TRATO COM A BOLA.

              Maxuwel, Ronaldo, Ismar, Vilmar,Mantena e Gilmar.
            Amauri, Altair, Zé Luiz, Quirino, Marco e Teotônio
            José Luiz Gomes de Pinho, o Zé Luiz, foi um atacante de rara habilidade, técnica e elegância no trato com a bola. Nasceu em São João Nepomuceno no dia 21 de maio de 1964. Nos anos 80, ao lado de Reinaldo e Careca, Zé Luiz foi um dos maiores atacantes daquela década e um dos melhores que vi jogar. Ele é filho de +Wilson Pinho(Wilson Grande) e +Celestina Gomes Pinho. Nosso entrevistado é irmão de Davi Antônio Pinho, +Rosangela Pinho e Wilson Pinho Filho. Zé Luiz é casado com Cirlene Souza Pinho e deste matrimônio nasceram os filhos Stéfano Souza Pinho(atualmente fazendo sucesso no futebol dos Estados Unidos), Mathues Souza Gomes Pinho e Thúlio Souza Pinho.
“ Antes de tentar a sorte no futebol profissional, joguei em São João no Botafogo e no Operário. Neste período, antes das partidas, o zagueiro que tirava meu sono era o Kilin. Muito bom.”
Ainda em São João, uma partida que ficou marcada em sua memória?
- Seleção de São João 2x2 Seleção de Juiz de Fora em 1982. Precisávamos da vitória, mas uma combinação de resultados nos proporcionou passar para outra fase e jogar em Belo Horizonte. Esta partida foi muito importante, pois, na capital me viram jogar e acabei indo para o Cruzeiro.
+Leacir, +Aloísio, Zuza, Catitu, Aílton, Braz, Waldemir, Robson, Barriquinha, +Frankilin, Tarcísio e Getúlio.
Agachados: Geraldo Bengó, Kim, Savinho, Banguelinha, Zé Luiz, Carrada, +Tico e Gilvas.
Nas categorias de base do Cruzeiro, quantos títulos você conquistou? Foi artilheiro em quantas temporadas?
Fomos campeões em 83 e fui artilheiro com 22 gols. Em 84 fui vice artilheiro com 19 gols.
Em que ano você fez a primeira partida no “time de cima” do Cruzeiro? E quando assinou seu primeiro contrato como jogador profissional?
- Meu primeiro jogo foi contra o Brasil de Pelotas na antiga Copa Brasil. Assinei meu primeiro contrato em 1984
“ Hoje foi meu dia ! ” No futebol profissional, qual partida você terminou com este sentimento?
- Eu jogava no Democrata de Sete Lagoas e ganhamos do Rio Branco de Andradas por 5x0. Fiz três gols e dei passe para os outros dois. De quebra, fui eleito o melhor jogador em campo. Então, desta forma, não poderia ter sido melhor.
No futebol profissional, você jogou contra grandes defensores. Teve um que lhe preocupava por ser muito técnico ou desleal?
- Neste período, tinha o Luisinho que era zagueiro do Atlético Mineiro e da Seleção Brasileira. Jogava demais. Por outro lado, tinha um tal de Walter Lobão que batia pra caramba.
“São João um celeiro de craques de futebol.” No mesmo período que esteve no Cruzeiro, o goleiro Welington, Adil e Kilin também estavam lá. Em sua opinião, o que mudou para os dias atuais onde não conseguimos mais esta façanha? Foi a safra?
- Na minha opinião, o que mais contribuiu pra isso foram os empresários. Tem menino de 10 anos que já tem empresário. Eles pagam para colocar seus jogadores nos clubes e isso tira o espaço daquele que vai lá fazer um teste sozinho. Deste jeito, hoje, está muito difícil encaixar um jogador.
Depois do Cruzeiro quais equipes você defendeu até o encerramento da carreira?
- Depois do Cruzeiro estive no Democrata de Sete Lagoas, Tupi de Juiz de Fora, Cabofriense, Valério Doce, Deportivo Itália da Venezuela, Galícia da Bahia, Diplomata de Washington-Estados Unidos, Figueirense, Brasil de Pelotas, Águila da El Salvador, Americano de Campos... Em algumas dessas equipes, joguei por duas vezes.
Jogando a Libertadores pelo Deportivo Itália da Venezuela
A maior alegria em toda carreira.
- Um gol que marquei em amistoso contra o Leon do México no Coliseu de Los Angeles. Foi um jogo de entrega de faixas para o Leon e ganhamos por 1x0.  Esta partida foi em 1991 e eu estava no Águila de El Salvador.
O momento para se esquecer.
- Contusão que me tirou do futebol em 1991
Qual o melhor dirigente?
- Carmine Furleti. Era presidente do cruzeiro quando sai da base
E o melhor companheiro de ataque?
- José Carlos Matos ponta esquerda do Democrata.

Obrigado ao amigo e compadre Zé Luiz por me conceder esta entrevista.
O Zé Luiz não disse nesta entrevista, mas quero deixar registrado. Nosso craque foi vice artilheiro do campeonato mineiro de 1988 jogando pelo Democrata de Sete Lagoas. Zé marcou 15 gols, um gol a menos que Hamilton do Cruzeiro.


Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!