segunda-feira, 25 de março de 2013

CAMPEONATO REGIONAL 2013

Nosso amigo WAGNER RODRIGUES, juntamente com sua equipe, organiza o Campeonato Regional 2013 na Liga Biquense de Futebol.

O primeiro turno terminou neste final de semana. Destaque para o São Joanense que lidera sua chave com 4 pontos ganhos.

A abertura do segundo turno será no dia 6 de abril(sábado) com os seguintes jogos:

São Joanense x Grêmio  Estádio Haroldo Peres Martins (campo da Santa Rita)

Roma  x  Vasco   em Mar de Espanha

Domingo, dia 7 de abril

Santanense x Pequeriense    em  Santana do Deserto

 Parabéns ao Wagner por mais esta iniciativa.

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser.

domingo, 24 de março de 2013

SUB 17 - OPERÁRIO VENCE e CONVENCE!

Na manhã onde, praticamente, todos os jogadores do Operário estavam inspiradíssimos, o Verdão vence o Esporte Clube Maripaense pelo placar de 2x0.

Optando por um esquema tático extremamente ofensivo, o técnico Willian Lima mostrou que a melhor forma de se defender é atacando. E foi isso que se viu desde o primeiro minuto de jogo. O Operário buscando o gol a todo instante. Do outro lado, o técnico João Paulo apresentou uma equipe muito técnica, equilibrada, mas que não conseguiu repetir a mesma atuação de outras apresentações. Mas mesmo asssim, até os 15 minutos da primeira etapa, a equipe de Maripá de Minas pressionou o Operário. Mas aos 22 minutos, Ramon que no jogo de estréia jogara de zagueiro, com categoria abriu o placar. A partir daí o represenante de São João se impôs em campo e dominou todo o primeiro tempo. Isso não que dizer que o Maripaense não atacava. Mas em todas as suas investidas esbarrou na ótima atuação do goleiro Chiquinho, como mostra a foto abaixo.
                       Ícaro, fora da foto, finaliza para ótima defesa de Chiquinho.

Veio a segunda etapa e o Operário continuou pressionando. Aos 10 minutos, Ramon que fez ótima partida, subiu entre os zagueiros e de cabeça mandou a bola no travessão. Ele tocou no travessão e quicou em cima da linha. Todo mundo pediu gol mas a bola não entrou.
                                          Goleiro Rian tirou com os olhos

Diferente do jogo de estréia, o Verdão pressionou mas desta vez voltou  a marcar.
Depois de ótimo cruzamento da esquerda, Ramom subiu mais que os zagueiros e decretou a vitória alvi verde fazendo seu segundo gol na partida e dando números finais a ela. Operário 2x0 Maripaense.
Com trio de arbitragem de cidade de Cataguases, Luiz Antônio "Soró" comandou o jogo auxiliado por Davi Bruno Freitas e Gilberto Ladeira. E o Operário jogou e venceu com Chiquinho no gol; Marcos, Canela, André e Tijão; no meio Torrada, Danrlei(Tarcísio), Madruga(David) e Bruno"Thuck"(Thalisson); no ataque o artilheiro do jogo Ramon  e João Batista(Diogo). Técnico: o competente Willian Lima.
Destaques do Verdão: Na verdade, todos estiveram bem na manhã de hoje. Desde o goleiro Chiquinho ao atacante João Batista. Mas Bruno"Thuck, na minha opinião, foi "a alma do time". Atacou e defendeu comperfeição. Foi importante na ligação da defesa ao ataque. A maioria das boas jogadas passaram pelos  seus pés. Pra mim o craque do jogo. Não menos importante foi  Ramon que marcou os gols da vitória. Os dois seguidos de Canela e André firmes na zaga. Tamém gostei de Marcos e Tijão. Além de Madruga e João Batista.
O Esporte Clube Maripaense perdeu com Rian: Igor(Edinei), Pará, Romário e Sávio(Lucas); Darlan, Pudin, Arthur e Ícaro(Walace); na frente Wilian e Fael(Maick). Técnico: João Paulo.
Destaque no Maripaense: Pudin, Athur e Ícaro.


Abaixo, mais fotos do jogo.
                                                             Bruno"Thuck"
                             Marcos do Operário perdendo grande chance
                                          Pressão do Maripaense
                                         Outra boa defesa de Chiquinho
                                     Ramon autor dos gols da partida
                                     Madruga faz boa cobrança de falta. Rian defende.
                                Comissão técnica do Operário Futebol Clube
                                     Esporte Clube Maripaense.
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!



domingo, 17 de março de 2013

DESCOBERTO ESTRÉIA COM VITÓRIA NO SUB 17 - 2013

                Douglas (8), de falta, faz 1x0 Descoberto - clique na foto para ampliar
Na abertura do sub 17, organizado pela Liga de Futebol de São João Nepomuceno e jogando no campo do Palmeirinha, o Descoberto Minas Clube venceu a boa equipe do Operário Futebol Clube pelo placar de 2x0.
O mando era do Descoberto mas, devido a problemas em seu estádio, optou por jogar em São João. Logo aos 4 minutos da 1ª etapa, Douglas, em excelente cobrança de falta, abriu o marcador. Jogando praticamente em casa, o Operário não se intimidou, e, com mais posse de bola e uma equipe bem entrosada, o Verdão partiu pra cima da Pantera e teve inúmeras oportunidades de empatar e até virar o jogo. O técnico Wilian Lima que, lançou a campo um time no esquema  4 - 4 - 2, viu seu time "martelar" mas não conseguir vencer o goleiro Paulo César que teve ótima atuação.

Na sequência de fotos você observará a pressão exercida pelo Operário mas que parou nas defesas de Paulo César ou nas más finalizações de seus jogadores.
                                                           Madruga perde boa chance.
                                                              Paulo César defende.



O primeiro tempo terminou assim: Descoberto 1x0 Operário.
Veio a segunda etapa e o panorama não mudou. O Operário continuou melhor em campo mas não tão eficiente quanto no primeiro tempo de jogo, o que obrigou ao goleiro Paulo César intervir menos.

O atacante Lucas (foto) deu muito trabalho a defensiva do Verdão. E aos 28 minutos da segunda etapa aproveitou cruzamento da direita e escorou para o fundo da rede dando números finais a partida. Descoberto 2x0 Operário.
O Descoberto comandado pelo jovem treinador Bruno Eliziário jogou e venceu com Paulo César; Germano, Alef, Diogo e Walef.  Vinícius(Yan), Douglas e Vanderson; Lucas, Vinícius e Heitor(Daniel).
Destaque para o gleiro Paulo César, o lateral Germano, o volante Vinícius e os meias Douglas e Vanderson. E na frente os excelentes Lucas e Heitor.

O Operário perdeu com Chiquinho; Bruno, Ramon, André e Canela(Tarcísio); Danrley, Tijão,Torrada e Ieié(David); João Batista(Marcos) e Madruga. Técnico: Willian Lima.
Destaque para o lateral direito Bruno, os zagueiros Ramon e André, o meia Danrlei e o atacante João Batista.
O trio de arbitragem esteve bem. O jogo foi comandado pelo experiente Antônio Moraes, auxiliado por Welton Siqueira Rezende e José do Carmo Silva.
                                           Welton Siqueira, Antônio Moraes e José do Carmo.

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!




sexta-feira, 15 de março de 2013

+JOSÉ AUGUSTO BARROSO "GUTI"



No ano de 2010, tive a grata satisfação de entrevistar o saudoso Gute. Foi um ótimo “papo”, que você acompanhará No Giro da Bola desta semana.

NGB –   Nome.
Gute  - José Augusto Barroso, mais conhecido como Gute do Barrosão; apelido cuja a origem desconheço. Sou filho de Antônio Barroso(Barrosão) e Maria Pacassini Barroso, ambos falecidos. Nasci nesta cidade de São João Nepomuceno, em 01 de fevereiro de 1934, em uma modesta casa que não conheci em frente ao Clube Democrático.
        Passei parte da minha infância no Largo da Matriz, vindo completar minha formação de garoto e adulto na Rua Nova; privilégio que a sorte reservou-me pelas relações feitas e pelo espaço amplo a prática do futebol de rua, além do espaço, ainda deserto, do morro de São José e os terrenos do Sr. Neca Basílio.
         Casei-me em primeiras núpcias com Virgínia Dadalti Barroso, falecida em 1991, e em segundas com Paullete Marie Strogof Barroso. Com a primeira tive três filhos e uma filha, sendo que em 31/07/2005 sofri o rude golpe de perder um dos meninos.

NGB   Começou a jogar em qual time e com que idade?
Gute  -    Levado pelo Barbosa da tipografia(Totonho Barbosa), aos 12 anos comecei no   
                recém formado infantil do Operário (popular infantil do Waldomiro). Na época, o  
                treinamento era no campo do Palestra, clube extinto, onde é hoje o bairro Popular.  
                Enquanto se tentava, mais uma vez, gramar o campo do São José.

NGB    Qual era sua posição?
Gute  -    Goleiro. Joguei até meus 32 anos.

NGB   Qual foi seu melhor técnico?
Gute -     Sr. Waldomiro de Souza, cuja profissão era barbeiro, com salão perto do Correio.

NGB  -  Um dirigente.
Gute  -   Destacarei dois, ambos do Operário: Ricardo Pereira Filho e José Maria Gomes,  
              que  com orçamento ínfimo realizou a grande obra que é o complexo do Operário  
              Futebol Clube.

NGB  -  Qual o melhor jogador de sua época?
Gute  -  Moacir Delgado. Era filho de um tenente do exército que aqui residiu por algum
              tempo. Isto sem demérito para Ílio da Silva Pinto (coleiro), Neca Beraldo, Shimit,
              Gongon, Ivan Rodrigues, Luiz Quirino de Freitas, entre outros.

NGB  -  Antes da partidas, qual atacante tirava o seu sono?
Gute  -   Ílio (coleiro), pelo futebol excelente que jogava e pela maldade inata.

NGB  -  Qual zagueiro lhe dava mais confiança nos jogos?
Gute -    Dos zagueiros o melhor foi o Arides, mas destaco também o Laluce, Paiva, Cacau,
              Caeira, entre outros.

NGB  -  Como era os treinamentos?
Gute  -  Toda semana, inclusive domingo em que não havia jogo. Segunda infantil, terça e
              quinta adulto, quarta juvenil e domingos as três categorias. Eu era tão “fominha”
              que houve época em que participava dos treinamentos das três categorias.

NGB  -  Hoje foi meu dia! Qual partida você terminou com este sentimento?
Gute  -   A partida que mais alegria me trouxe, foi em 1952, quando lá no campo da Matriz
              derrotamos o Botafogo por 1x0, gol do Moacir Delgado. Foi meu primeiro clássico,
              contra o Botafogo, como titular adulto do time do Mangueira. Outra partida, por ter  
              sido destaque positivo, foi um jogo em Rio Novo contra o XV, mais ou menos em
              1957/58. E também, uma partida no 2º time do Operário, no campo do São José, nós
              com o 2º time normal e “eles” com oito titulares.
            Mangueira 52 - Miguel Pulier, Arides, Gregório, Gute, Deacir, Cacau e José Ronaldo.          

                         Agachados: Heber, Moacir Delgado, Egon, Neca Beraldo e Deco Mendes.

NGB  -  Uma passagem negativa.
Gute  -   Uma partida contra o Diamante de Mar de Espanha, onde sofri o maior frango de
               minha vida; o jogo que estava 1x1. E também um Mangueira e Botafogo que
               revoltado com a parcialidade do árbitro Paulo Sales, dei-lhe um empurrão, fato que
               originou uma pequena briga, sem maiores conseqüências. Peguei 360 dias de
               suspensão, mas fui anistiado pelo Campeonato Mundial conquistado pelo Brasil no
               ano seguinte.

NGB  -  Uma passagem curiosa ou engraçada.
Gute  -  Fato interessante aconteceu quando aqui aportou um indivíduo dizendo-se ex-
              treinador do Madureira do Rio de Janeiro, lembro-me somente de seu apelido,
              Bossa Nova. Captado pelo Bolote, foi a figura ser treinador do Mangueira.
              Não era nada de excepcional, estava dentro da média, mas tinha uma atitude que  
              logo foi notada; no momento de transmitir orientações, tinha sempre uma conversa
              reservada com o Arimatéia, o Raul Messias e o Hélcio Potoca. Demoramos a
              descobrir que era o “teste do bafo”, com que media o grau etílico dos mesmos.

NGB  -  Como era a rivalidade entre os clubes e as torcidas?
Gute  -  A rivalidade entre Mangueira e Botafogo era imensa e chegava a irradiar entre os
              torcedores, mesmo fora de campo. Com relação ao Operário, a rivalidade se
              desenvolvia somente durante as partidas.

NGB –   Qual atleta poderia ter jogado em um time profissional?.
Gute  -    Considerando o futebol técnico praticado à época, apenas o Moacir Delgado, o que
                não impediu que o Bassu chegasse a titular do Fluminense e o Carlinho Chimbria
                do Canto do Rio.

NGB -    Em quais clubes atuou?
Gute  -    Operário, Mangueira e Comercial de Campo Belo, no Sul de Minas, levado pelo
                sargento Gibran, do Tiro de Guerra.
                Operário 1954 - Em pé: Gregório, Tininho, Acrísio, Guti, Deacir e Ribita.

                          Agachado Pulilin, Olair, Jair, Pepé, Gabriel e Roque.
 NGB  -  Quantos campeonatos disputou?
Gute  -  Aproximadamente dez certames, ganhando apenas dois Torneios Início, competição
              hoje extinta.

NGB  -  Qual o melhor árbitro?
Gute   -  Geraldão, que residiu algum tempo na cidade e Silveirinha de Juiz de Fora.

NGB -    Compare o futebol de hoje com o período em que jogou.
Gute  -    Falta-me condições para comparar o futebol de outrora com o atual, pois não
               acompanho o futebol da cidade. No âmbito nacional, o futebol força suplantou o
               futebol técnica. Julgo que em que pese as ausências do Mangueira e Operário, e a
               definitiva do Botafogo, tem havido progresso, tendo em vista os atletas que estão
               vencendo fora da cidade.

NGB -    Qual o melhor adversário que enfrentou fora de São João?
Gute  -    Nacional de Rio Branco. Tinha seis titulares do Fluminense reforçando o time do
               Nacional.

*** NGB – No Giro da Bola.

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser.

domingo, 3 de março de 2013

BOTAFOGO CAMPEÃO de 1 9 4 9



De pé: Egon, Altamiro, Mamau, Dante, Nardinho, Zé Verardo e Deacir.
Agachados:  Nem, Luiz “carrapeta”, Braz”peru”, Vadinho Louzada e Renato Furtado.

O ano de 1949 foi realmente Glorioso para o Botafogo Futebol Clube de São João Nepomuceno. No futebol, o 1º e 2º quadros foram campeões do Campeonato Triangular organizado pela Liga Rionovense de Desportos.
Detalhe: o nome Triangular não se referia à participação de apenas três equipes, e sim a três cidades envolvidas na disputa do campeonato (São João, Rio Novo e Guarani). Os participantes foram: Botafogo, Mangueira e Operário - São João Nepomuceno; Guarani e Independente – Guarani e o 15 de Novembro de Rio Novo.

Na foto acima temos o 1º quadro alvinegro. O goleiro Dante foi uma muralha do arco preto e branco. Mamau, Altamiro e Deacir estiveram seguros no sistema defensivo. E o poderoso atque que contava com Nem “do Diocrécio”, Braz”peru”, Luiz”carrapeta” e Vadinho Louzada que atordoavam as defesas adversárias.

Com uma vitória de 3x2 sobre o Mangueira, seu principal rival, o 1º quadro do Botafogo sagrou-se campeão do Triangular com duas rodadas de antecedência.
Com a ajuda do meu amigo Eduardo Ayupe, e do precioso arquivo do Centenário Jornal Voz de São João, destacaremos parte da matéria publicada por ocasião da conquista alvinegra.

“ Com renda de Cr$ 7.000,00(sete mil cruzeiros) e um público superior a 2.000 pessoas, o clássico realizado domingo, no campo do Glorioso, entre o esquadrão preto e branco e o Mangueira, correspondeu à expectativa.
O jogo foi cavado do princípio ao fim oferecendo jogadas de sensação e defesas extraordinárias dos guarda valas. Notadamente, Dante foi chamado a intervir mais vezes que o goleiro Bezerra. Portanto, foi uma autêntica peleja de gigantes, o que merecia acabar sem vencedor, visto que lutaram de igual para igual. É verdade que o Mangueira foi mais agressivo, mas a defesa do Botafogo resistiu bem, onde Dante, Verardo e Deacir estiveram muito bem. O goleiro, principalmente, fez defesas incríveis salvando seu arco de sucessivas quedas.
No entanto, ao trilar pela última vez o apito do juiz, o placar marcava Botafogo3x2 Mangueira, dando assim aos pupilos de Odone Pavanelli a sua almejada vitória sobre o time rubro e em conseqüência o título de campeão do Triangular, apesar de ainda faltarem duas rodadas para completar o returno.

O JOGO

A saída foi dada pelo Botafogo que fez sua primeira incursão ao campo adversário, precionando com firmeza e procurando resolver logo a parada a seu favor. São felizes os alvinegros, pois aos 2 minutos de jogo, Haroldo, o half estreante do Mangueira, numa jogada infeliz, atira no ângulo esquerdo do gol defendido pelo Bezerra, e a pelota entrando contra a mta de seu próprio clube.
Este tento inesperado trouxe o descontrole à retaguarda rubra, e aos i minutos, aproveitando uma confusão na boca da meta rubra, Nem atira inapelavelmente para decretar a 2ª queda d arco defendido por Bezerra.
Delira a torcida alvinegra, antegozando um triunfo fácil, precedido de um grande baile no seu temível adversário...

Após esse 2º gol, o Mangueira se firmou e já aos 15 minutos jogava de igual pra igual. Agora, era Dante que se desdobrava salvando bolas incríveis nos chutes de Camilo, Neca, Alemão e Deco. E a reação rubro continuava, mas numa escapada perigosa, o Botafogo vai a frente e Brazinho faz passar um frisson pela assistência ao arremata por cima do travessão uma bola que todos já viam no fundo das redes baeta.

Aos 16 minutos surge o gol baeta que já estava maduro. Fê-lo Camilo após um centro de Alemão. E com o Mangueira no ataque termina o 1º half-time que teve o seguinte movimento técnico: Botafogo 2 gols, 3 corners e 27 faltas. Mangueira um gol, 3 corners e 13 faltas.

Começa o 2º half-time e o panorama é o mesmo que se observou no 1º. Pressão do Mangueira que apenas a 1 minuto de seu re início chega ao seu gol de empate, assinalado por Deco comum possante tiro que fez sacudir as redes do gol Botafoguense. E agora é a vez da torcida rubra tirar sua casquinha.

Os 22 litigantes desdobram-se para marcar o tento que lhes daria a vitória. Lutam com alma, com paixão e entusiasmo. Há ataques revezados e uma carga enorme sobre o gol defendido pelo Bezerra. Este se choca com Brazinho que recebe forte pancada e cai desacordado na cancha, sendo retirado em estado de choque, recebendo os primeiros curativos na sede do Botafogo, de onde é conduzido para o Hospital São João. Em substituição a Brazinho entra Egon, e o novo Center é feliz, pois numa disputa de bola alta com Bezerra, Egon leva a melhor e assinala o 3º tento Botafoguense para delírio da torcida alvinegra.
Final: Botafogo 3x2 Mangueira.
Botafogo: Dante; Altamiro, Mamau e Deacir; Verardo e Nardinho; Nem, Luiz, Brazinho(Egon), Vadinho e Renato.
Mangueira: Bezerra; Gongon, Cacau e Haroldo; Carrada e Andrade; Alemão, Mesquita, Neca, Camilo e Deco.

De pé: Juca, Rui, Ari Teixeira, Bié, Venâncio e Braz Canguru.
Agachados: Bá, Joaquim Medina, Dr.Alpheu, Gabriel Nascimento (meu saudoso e amado Pai), José Júlio e o mascote Hildebrando Fajardo.
 Foi sem dúvida um das mais brilhantes campanhas do time de aspirantes do Botafogo no campeonato que vem de se encerrar. O onze alvinegro teve apenas uma derrota em toda competição, a que lhe foi imposta pelo Mangueira no turno, vingando-se depois no returno com uma bela vitória sobre o esquadrão rubro. O ataque do Botafogo foi o mais positivo do certame com uma média apreciável de 4 gols por partida. A sua defesa é a menos vazada. Em 10 jogos realizados venceu 9 e perdeu apenas uma partida. Marcou 41 gols e sofreu apenas 12, com m saldo de 29.
Dr.Alpheu foi o artilheiro com 12 gols, seguido de Gabriel Nascimento com 9. Completaram a artilharia: Ba 5 gols, Ari 3, José Júlio, Rui, Gerônimo e Joaquim Medina com 2 gols. Gilson, Egon e Leônidas com 1 tento cada.
Fonte: Voz de São João.

Entrevistamos o Sr. Fábio, que, relatou alguns detalhes daquela época.

NGB – Dados do entrevistado
Fábio -  Fábio de Campos Bastos, natural de Juiz de Fora(Sanjoanense honorário), casado há 63 anos com Lyra e pai de Maria Alice.

NGB – 1949 foi o ano do Botafogo Futebol Clube?
Fábio -  Sem sombra de dúvida, 1949 foi o ano de glórias para o Botafogo. Abaixo as conquistas:
_Campeão do torneio início organizado pela Liga Rionovense de Desportos, nas disputas de 1º e 2º quadros, o acontecendo no campeonato Triangular;
_Em outras competições o Botafogo se fez representar por seu jogador Leônidas. Na corrida da Fogueira e na tradicional subida no Pau de Sebo, sagrando-se vencedor em ambas as disputas.

*** A Rádio Tiradentes”A Voz da Liberdade”, gerenciada por Antônio Andrade e Matheus Caldas de Oliveira, patrocinou um concurso intitulado”o craque Sanjoanense”, onde foram inscritos jogadores dos clubes locais. Iniciada a contagem das primeiras votações passaram a se destacar: Dante Antonucci pelo Botafogo e José Carrada pelo Mangueira.
Julgo destacar este ocorrido, pois, sendo a Rádio administrada por torcedor e jogador do Mangueira Futebol Clube, tradicional e respeitado adversário, criou-se uma desconfiança entre os Botafoguenses, que “desinteressaram” pelo concurso, colocando poucos votos nas urnas para Dante.
Mas, guardando grande quantidade de votos para serem colocados. Minutos antes do Dr. Hélio de Castro Cunha, D.D. Promotor de Justiça, recolher a urna colocada na Papelaria Moderna de Rocha e Cia.
Resultado: eu acompanhando a contagem dos votos, constatei que em dado momento, desistiram de continuara contagem e o Dante foi proclamado o craque Sanjoanense.

NGB –  Esta rivalidade entre os clubes existia também entre os dirigentes?
Fábio -  Sim. O meu saudoso amigo Ubaldo Valente, ao passar em frente à galeria do Mangueira, descia da calçada para não pisar no escudo Rubro.

NGB – Nesta época, qual jogador teria condições de atuar profissionalmente?
Fábio -  José Verardo, Dante, José Carrada, Caieira, Sarrafo e Neca Beraldo. Este último jogou no Bangu-RJ.

Botafogo 1951 – de pé: Fábio Campos, José Verardo, Vovô, José Carrada, Dante, Mamau e Eduardo.
Agachados: Braz”peru”, Planika, Egon, Luís”carrapeta” e Ítalo Rossi.
  
Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!