sábado, 25 de fevereiro de 2012

OUTRA VEZ O VASCO – BOTAFOGO BICAMPEÃO 1968


Em pé: Moreira, Cao, Zé Carlos, Leônidas, Valtencir e Carlos Roberto.
Agachados: Rogério, Gérson, Roberto Miranda, Jair e Paulo César Lima "Caju"

Maracanã, 9 de junho de 1968. Vinte anos depois daquela partida no estádio de General Severiano, o Botafogo está novamente diante do Vasco para decisão do Campeonato Carioca.
A semana corre com uma guerra de nervos implacável, e os dois times, parecendo sentir a responsabilidade, entram em campo com um atraso de 15 minutos. Pela primeira vez, o Botafogo joga podendo empatar. Zagallo, a cautela personificada, quer que seu time jogue fechado para atrair o Vasco, que só será campeão se ganhar. Os jornais falam em revanche de 1948 e a partida começa nervosa. O Botafogo, porém, toca melhor a bola e seus jogadores parecem mais dispostos.
Aos 14 minutos, Jairzinho estica um passe sensacional para Roberto, que espera a saída de Pedro Paulo para fazer o primeiro gol. Aos 33 minutos, Paulo César avança pela esquerda e cruza rasteiro. A bola passa pela frente do gol e encontra Rogério, do outro lado. O ponteiro, rápido, chuta e marca o segundo gol.

No segundo tempo o Botafogo continua a dominar. Aos 17 minutos, Gérson deixa Jairzinho sozinho diante de Pedro Paulo, e o mais perigoso atacante alvinegro chta forte e rasteiro para colocar 3 a 0 no placar. Quatro minutos depois, Pedro Paulo, goleiro do Vasco, comete um sobre passo. Paulo César, obedecendo os dois lances, toca para Gérson, que por cobertura, encerra o escore. Os reservas, Afonsinho à frente, invadem o campo para comemorar o bicampeonato, mas são expulsos por Armando Marques. O time do Vasco, diante da superioridade do Botafogo, aceita a nova derrota em mais uma decisão.
Texto: Grandes Clubes Brasileiros – Rio Gráfica Editora S/A.

Com imagens do fantástico CANAL 100, assista a vitória do Botafogo sobre o Vasco da Gama pelo placar de 4x0. Campeonato Carioca de 1968.



Acreditando que o Vasco vencerá a Taça Guanabara e o Botafogo a Taça Rio, espero outra decisão, entre os dois, neste Carioca de 2012.

Até a próxima se Deus quiser!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CARNAVAL 2012 - FUTEBOL FEMININO NA CHÁCARA DO ERNANDES

Foi um sucesso total o evento que abriu "oficialmente" o carnaval de São João Nepomuceno.

Deuver, Jairo Biro Biro, Ernandes, Paçoca, Aílton, Vandinho, Henrique, Alisson, Carlos, Marcelo Bilu, Luciano, Flávio Ramiro e Almir, proporcionaram momentos de muita descontração.

Veja os vídeos e tire sua conclusão.







Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

HELENO de FREITAS - o príncipe do futebol

crédito/foto: Caras on line


O título escolhido para o filme sobre a vida e a carreira de Heleno de
Freitas é: Heleno, o príncipe maldito.

Mas, acredito que, se Leônidas da Silva foi o "diamante negro", Nilton
Santos "a enciclopédia do futebol", Pelé "o rei do futebol", Rivelino "o
reizinho do Parque", Gérson "o canhotinha de ouro", Garrincha "a alegria
do Povo", Zico "o galinho de Quintino", Roberto Dinamite “a vocação do gol”, Rondineli “o rei da raça” Romário "o rei do Rio"...

Heleno, igualmente a todos eles, com defeitos e qualidades, poderia receber como título de filme, frases mais suaves como as já destinadas a ele:

- Heleno, o craque galã -
- Heleno, o galã de chuteiras
Na pior das hipóteses, Heleno, o príncipe entre o bem e o mau OU
Heleno, entre o céu e o inferno.
MALDITO é pesado para o gênio do futebol que entre uma expulsão e outra, foi um ótimo substituto de Carvalho Leite, o maior artilheiro do Botafogo de todos os tempos.

Heleno foi o artilheiro do campeonato carioca de 1942 assinalando 28 gols
(marca nunca superada, nem igualada, por nenhum outro jogador do Botafogo
até os dias atuais).

Tri campeão Brasileiro de Seleções (1944, 45 e 46), marcando um dos gols
da vitória dos Cariocas sobre os Paulistas em 1946.

Artilheiro do Sul Americano de 1945 disputado em Santiago do Chile,
marcando 6 gols. O Brasil não foi o campeão (Argentina campeã), mas,
Heleno foi considerado o melhor jogador da competição.
Para a maioria dos cronistas esportivos, Tesourinha, Zizinho, Heleno, Jair
da Rosa Pinto e Ademir de Menezes, formam o melhor quinteto ofensivo
brasileiro de todos os tempos.

Artilheiro do Botafogo nas temporadas de 1944, 45, 46 e 47.
Campeão Carioca de 1949 com o Vasco da Gama, participando de 12 jogos e
marcando 10 gols.

Peça de teatro - Heleno de Edilberto Coutinho

Livro - Nunca Houve um Homem como Heleno de Marcos
Eduardo Neves

Outro Filme - Heleno, o príncipe do futebol

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

HELENO DE FREITAS! Monumento inaugurado.

Neste domingo, 12 de fevereiro, foi inaugurado na cidade de São João Nepomuceno-MG monumento em homenagem ao mito e craque galã, Heleno de Freitas.
Nos moldes do Engenhão, estádio João Havelange, a estátua de Heleno de Freitas pesa aproximadamente 300kg, mede 2,5m de altura e tem um pedestal de 2m.

No blog de hoje iremos destacar fotos e vídeos que marcaram o evento. Mas, querendo saber da verdadeira história de Heleno de Freitas acesse o link http://neimedina.blogspot.com/2012/02/heleno-de-freitas-do-jeito-que-voce_4757.html

Na foto abaixo, Élcio Furtado, Herilene, Prefeita Drª Edmea, Helsiane, Luiz Eduardo, Cristiana, Helenize e Gérson.

Drª Edmea, no momento de seu maravilhoso discurso, acompanhada de perto pela espetacular Helenize de Freitas, Joaquim Machado e Eni Moreira.

Outra foto histórica Elias Nassif, LALUCE e Luiz Eduardo de Freitas filho de Heleno de Freitas
Na oportunidade, Laluce contou a Luiz Eduardo que em 1953 Heleno de Freitas apitou um jogo entre o juvenil do Mangueira e um time de Roça Grande.
“Heleno entrou em campo de terno, sapato oxford, impecável.
Quando o Benício “boi” deu uma entrada forte num jogador do Roça Grande, Heleno marcou falta. Depois chegou perto de mim e disse: não pode só apanhar, mete o pé também.”
Contado pelo Laluce não é história, é fato!

Luiz Eduardo no momento em que colocava flores no monumento. Helenize fez questão de registrar.

Drª Edmea recebendo réplica das mãos do artista plástico Edgar Duvivier (autor do monumento a Heleno de Freitas)

Também recebemos a visita ilustre de Maria Clara(TV Globo) com seu sorriso inconfundível

Os amigos do grupo “Fogo no Asfalto” também prestigiaram o evento. www.fogonoasfalto.com.br

Quem diria! Nosso amigo João Batista Moreira, vascaíno, cantando o Hino do Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas. Só mesmo o Heleno. João Dias intermediou o contato de Ayupe com Edgar Duvivier para a contratação de Edgar Duvivier.

No vídeo abaixo, Luiz Eduardo de Freitas fala de sua felicidade e emoção em retornar a São João para participar de mais uma homenagem ao seu Pai, Heleno de Freitas.


Para finalizar, o vídeo mostra o descerramento da placa comemorativa por ocasião da inauguração do monumento em homenagem à Heleno de Freitas.



Agradeço a Deus por me honrar dando-me a oportunidade de participar deste momento histórico para São João Nepomuceno-MG.

Até a próxima se Deus quiser.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

HELENO DE FREITAS! Do jeito que você nunca viu.

Inauguração do monumento que ficará na Rua que leva o seu nome, será no dia 12 de fevereiro próximo. Nos moldes do Engenhão, estádio João Havelange, a estátua de Heleno de Freitas pesa aproximadamente 300kg, mede 2,5m de altura e terá um pedestal de 2m.

Heleno de Freitas,( 12 de fevereiro de 1920 ), é natural de São João Nepomuceno, Zona da Mata Mineira. Conforme edição do Jornal Voz de São João, datada do dia 14 de novembro de 1959, relata o seguinte:
“ ... Heleno de Freitas nasceu na Chácara, na Rua Caxanga, hoje de propriedade da Dona Esmeralda Araujo ...”

Portanto, a casa que Heleno nasceu e viveu até os 13 anos de idade ( ano em que mudou-se para o Rio de Janeiro ), é esta que você vê nas fotos abaixo.
Localizada na Rua Alcebíades Valente, nº 100, hoje o seu proprietário é o nosso amigo Sebastião Lima, o Sebastião “Bode”.


Heleno sempre teve um temperamento forte. Tininho (ISAUTINO ALVES DE OLIVEIRA FILHO) que estudou com Heleno no 3º ano do Grupo Cel. José Braz (hoje Escola Estadual Judite de Mendonça) tendo como Professora a Senhora Madalena Ladeira, disse o seguinte:
“Jogávamos bola num campinho dentro da escola, e o Heleno de vez em quando perdia a “estribeira”, brigando com um ou outro. O único que ele respeitava, era o Aymoré Fermo. Também falecido.”
Tininho.

Em 1933, depois da morte de seu Pai (Sr. Oscar de Freitas morreu em 1931), Dona Maria Rita de Freitas, sua Mãe, decide mudar-se, com a Família, para o Rio de Janeiro. Copacabana, Posto 6, foi o local escolhido.

Mas foi no Posto 4 que Heleno se destacou jogando futebol no time de praia do folclórico Neném Prancha. O nome do time, Botafoguinho.
O sucesso foi tanto que, pessoas ligadas ao Botafogo, entre elas João Saldanha, resolveram levá-lo para o Glorioso. Mas Heleno estudava no Colégio São Bento e não conseguiu conciliar horários de treinamentos com os de estudo.
Botafoguinho

Mas, em 1938, alguns amigos apresentaram Heleno ao técnico Uruguaio Carlomagno que trabalhava no Fluminense. A passagem pelo Tricolor das Laranjeiras foi muito importante para sua carreira, pois, se apresentou como jogador de meio campo, e, Carlomagno, vendo sua tremenda vocação de artilheiro, e adiantou Heleno para o comando do ataque.

Mas, em 1940, de volta ao Botafogo, Heleno faz sua primeira partida pelo Campeonato Carioca. Botafogo e São Cristóvão em São Januário. Heleno entrou no segundo tempo no lugar de Carvalho Leite (tetra-campeão carioca pelo Botafogo 32, 33, 34 e 35). O jogo estava zero a zero e terminou 2 a zero para o Botafogo com dois gols de Heleno. O Botafogo não foi o campeão daquele ano, mas ao final do campeonato Heleno foi considerado o jogador mais técnico, o mais habilidoso e o mais elegante do futebol Carioca e brasileiro.

Em 1942, Heleno foi o artilheiro do campeonato Carioca marcando 28 gols. Marca esta nunca alcançada, e, nem igualada por nenhum outro jogador do Botafogo até os dias atuais. Vale lembrar que Heleno teve sucessores como: Dino da Costa, Paulo Valentim, Amarildo, Garrincha, Jairzinho, Roberto Miranda e Túlio Maravilha.

Em 1944, Heleno era o capitão e principal jogador do Botafogo. Neste ano teve sua 1ª convocação para Seleção Brasileira. Também em 44, 10 de setembro, marcou dois gols no histórico “jogo do senta”. Botafogo vencia o Flamengo por 5 a 2 e os jogadores rubro-negros sentaram-se no gramado. A torcida do Botafogo gritava: “senta para não levar mais”.
Heleno em sua 1ª convocação

Heleno disputou em 1945 o Sul Americano em Santiago do Chile. O Brasil não foi campeão, mas Heleno foi o artilheiro da competição assinalando 6 gols, num ataque que é considerado por muitos especialistas esportivos como o melhor de todos os tempos: Tesourinha (inter-RS), Zezinho (Flamengo), Heleno (Botafogo), Jair da Rosa Pinto e Ademir de Menezes (ambos do Vasco da Gama).
Ao voltar do Chile recebeu de Ari Barroso o apelido de Diamante Branco.

Devido à 2ª Guerra Mundial no ocorreu a Copa do Mundo de 1946 (pelo mesmo motivo também não acontecera a de 1942). Com certeza, Heleno seria um dos destaques daquele Mundial. Mas Heleno participou do Sul Americano da Argentina. O Brasil novamente ficou com o 2º lugar e Heleno marcou 3 gols.

Entre um jogo e outro, sempre arranjava um tempo para vir a São João. Tininho (ISAUTINO ALVES DE OLIVEIRA FILHO) conta que em 1946, Heleno trouxe o Combinado Guanabara para jogar em nossa cidade.
“Em 1946, Heleno veio com o “Combinado Guanabara” jogar contra o Mangueira aqui em São João. Era uma data festiva, mas não me recordo qual. Além do Heleno, o Combinado também trouxe Elba de Pádua Lima, o Tim.
Belga era um goleiro de Juiz de Fora que reforçava o time rubro de São João. O jogo estava zero a zero e o juiz marcou um impedimento do Heleno. Isso foi o suficiente para deixá-lo furioso. Como já mostrava certo descontrole, para fazer mais raiva no Heleno, o goleiro Belga jogou uma bola no pé dele e disse: faz!
De propósito, Heleno chutou pra fora.
No lance seguinte, Heleno pegou a bola na entrada da área e mandou lá no cantinho e gritou: agora pega!
Era o primeiro gol do Combinado Guanabara.
O resultado do jogo? Não me lembro. Mas foi um espetáculo.”

Nesta época, Heleno freqüentava a “alta sociedade” Carioca. De Sicco, alfaiate do Presidente Getúlio Vargas, é quem produzia os ternos que Heleno vestia.
Quando Heleno adentrava as instalações da Boate do Hotel Vogue, Sacha Rubin, pianista Austríaco, parava o que estava tocando para dedilhar “my foolish heart”, sendo assim, todos saberiam que Heleno acabara de chegar. Esta canção era a preferida de Heleno.
Elegância

Final de 1947, Carlito Rocha assume a presidência do Botafogo, e, para muitos, com ele chega à superstição no Glorioso. Vice campeão em 44, 45, 46 e 1947(Heleno artilheiro do Botafogo nas quatro temporadas), Carlito e alguns torcedores, acreditam que com Heleno o Botafogo jamais seria campeão.
Neste pensamento, o Botafogo vende Heleno para o Boca da Argentina. Até aquela data, a maior transação financeira envolvendo um jogador de futebol.
Neste mesmo ano, Heleno casa-se com a bela Hilma.
Veja no vídeo, abaixo, o depoimento de Luiz Mendes, o saudoso e eterno comentarista da palavra fácil, sobre a estréia de Heleno no Boca, em junho de 1948.


Em 1949, Heleno volta ao Brasil para conquistar seu único título de campeão Carioca de futebol, defendendo o Expresso da Vitória, como era chamado o timaço do Vasco da Gama. Devido a uma contusão, Heleno participou de 12 partidas e marcou 10 gols.
Veja a história completa de Heleno no Vasco acessando

http://www.sjonline.com.br/principal/colaboradores/no-giro-da-bola/item/60-heleno-de-freitas-antes-de-pelé-o-melhor

Neste mesmo ano de 1949, Heleno briga com Flávio Costa, técnico do Vasco e da Seleção Brasileira e por conta deste desentendimento fica fora da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil.
Um dia após a derrota do Brasil para o Uruguai, Heleno disse a seguinte frase:
“se eu estivesse lá o Brasil não teria perdido. Eu dava um soco na cara do Obdulio Varela, nós dois seríamos expulsos e o Ademir ganhava o jogo”.

Deus me honrou mais uma vez, e tive a felicidade de entrevistar Luiz Mendes, e fiz esta pergunta:
Você acredita que se o Heleno estivesse lá, realmente, o Brasil não teria perdido o jogo para o Uruguai?
O áudio não está muito bom. Aumente o volume, clic no play, e ouça o que ele respondeu:


Neste mesmo ano de 1950, Heleno joga na Colômbia defendendo o Atlético Júnior de Barranquilla. Mas volta ao Brasil em 1951 para encerrar sua carreira no América do Rio de Janeiro.
Em 04 de novembro de 1951, Heleno pisa no gramado do Maracanã pela primeira e última vez como jogador profissional, e, também, veste a camisa do América pela primeira e única vez.
O jogo é contra o São Cristóvão e Heleno nem termina a partida. Sai expulso de campo. Encerrava ali uma história de glórias, glamour e dramas.
Quis o destino que Heleno finalizasse sua carreira jogando contra o São Cristóvão, mesmo adversário de sua estréia no campeonato Carioca de 1940, marcando os 2 gols da vitória do Botafogo por 2x0, e se tornando o jogador mais clássico, o mais habilidoso e o mais elegante do futebol Carioca e brasileiro.

Heleno contraiu uma doença chamada sífilis que, na época, não foi identificada a tempo e comprometeu seu sistema nervoso. Fato este que ocasionou sua primeira internação em 1953. E mesmo com apoio de toda sua Família, Heleno faleceu em 08 de novembro de 1959 na Casa de Saúde São Sebastião em Barbacena-MG, e foi sepultado em São João Nepomuceno-MG.

Para finalizar, veja o depoimento do saudoso Dr. José Theobaldo Tollendal, médico e amigo de infância de Heleno, quem cuidou do craque galã até seu último dia de vida.


Aproveito para, em nome de todos os Sãojoanenses, agradecer ao Jornal Estado de Minas que enviou uma equipe a nossa cidade para um documentário sobre Heleno de Freitas.
Um forte abraço aos amigos Renan Damasceno, repórter esportivo, Alexandre Guzanshe, repórter fotográfico e Eduardo Linhares, condutor de veículos.
Na foto abaixo: Eduardo, Renan, eu e Alexandre.

Abraço a todos e até a próxima se Deus quiser.